Narrativa interessante e bem detalhada de uma tarde comum de quarta feira no escritório de advocacia do Dr.Robin. Aliás, de uma quarta feira nada comum deixe-me corrigir!
Suzane entrara no escritorio silenciosamente, Rob estava concentrado de mais em mais um de seus casos e nem percebera a presença da tão desejada porém impossivel Ane.
- Esta com fome Dr. Rob? - ela mostrou a caixa de papelão que estava carregando, a melhor pizza da cidade.
A boca de Rob se encheu de agua e ele sentiu um aperto na barriga.
- Acontece que há semanas que eu estou com vontade de comer pizza.
- Que bom! Eu também estou morrendo de fome. - Colocou a embalagem na mesa, sobre uma maquina tão sofisticada que parecia custar muitos milhares de dolares. Livrou-se do casaco e o deixou cair no chão. Arrancou o boné da patrulha e o atirou junto ao casaco caido no chão, enquanto caminhava na direção dele. - Esta com fome agora?
- Nossa, e como!
- Hum... - Então pulou agarrando-se a ele e enlaçando as pernas em volta de sua cintura, enquanto esmagava sua boca contra a dele cheia de desejo.
Ele se equilibrou e deu dois passos desajeitados para trás. Todos os pensamentos racionais pareceram se derreter e sairam do cerebro.
- Sexo agora...- disse ela com a respiração ja ofegante no mesmo momento que que corria os labios por todo rosto de Rob e lhe mordia o pescoço. - Pizza depois, tudo bem?
- Excelente! - Ele cambaleou em direção a sala trancada, conseguindo chegar só ate a entrada. - Espero só...até que eu... - Ele mudou o angulo do beijo, penetrando mais fundo dentro de sua boca, quando ouviu o gemido de Ane responder ao dele próprio, como um eco.
- Sinto seu gosto o tempo todo. - Ele arranhou as pontas de seus dentes pela garganta dela. - Isso me deixa louco!
- A mim também. Quero que você tire a roupa! Começou então a puxar a camiseta dele.
- Espere, menos pressa!
- Por que? - Rindo, ela fazia coisas que o atormentavam, com a lingua em ua orelha.
- Por que sim...Meu Deus Ane. Ja tenho fantasiado esse momento ha tanto tempo - Os dedos dele apertaram as costelas dela enquanto ambos se aproximaram do sofá. - Parece que já se passaram séculos. Quero saborear você. Quero... - Ele se inclinou para baixo para morder os labios dela. - Quero que se passem anos até acabar de fazer amor com você.
- Estou gostando de sua propósta.
Seguiu com as pontos dos dedos a linha exposta da barriga dela no momento em que lhe tirou a blusa verde trabalhada.
O corpo de Ane estava rígido embaixo do dele, bombeando energia pulsante em ondas quase invisiveis. Ele queria aquilo, mas antes disso a queria mole, indefesa, fraca de tanto prazer.
As mãos dela se flexionaram sob as dele, mas ela nã ofereceu resistencia. Seu coração martelava de encontro ao dele, e seus labios se levantaram quando ele pediu por eles. Só aquilo ja era excitante, saber que ela iria permitir que ele determinasse o ritmo e o tom daquele momento.
Ane era uma mulher muito forte, e o que ela sentia era bastante vigoroso para dar-lhe aquele presente, de modo tão completo.
Ela jamais conhecera qualquer outro homem que acendesse tantas fogueiras interiores apenas com os movimentos da boca. Ela suspirava, então, se rendia áquilo.
Sentiu que seu pulso estava acelerando cada vez mais e que sua mente se transformava em um borrão indistinto.
Uma jornada preguiçosa por cima de seus seios, pela beirada do sutiã e depois a dança excitante dos dedos trabalhando no fecho. Trepidou levemente em uma antecipação de prazer quando sentiu sua lingua passeando pelo seu pescoço. E gemeu quando a mesma lingua mergulhou sob a camada de algodão para brincar com seu seio.
Então gritou, arqueando o corpo, indefesa enquanto a boca dele cobria, quente e faminta, toda a superficie do seio.
Era como abrir a porta de uma fornalha, Rob, pensou. Um homem era capaz de ser consumido por todo aquele calor. Mesmo assim ele suplicou por mais. Sentiu que ela mechia com as mãos embaixo dele, e nuvens de tempestade começaram a se unir para formar uma massa elétrica potente, que tremeram diante do seu grito estrangulado de libertação.
O sabor dela ficava mais forte, mais quente e mais penetrante. Ate que ele se perguntou por quanto tempo conseguira sobreviver sem sentir aquilo.
Ela estava quase desfalecida e sua expressaõ era de puro prazer e vontade de subir pelas paredes. Sua pele estava umida, quente. Parecia que ele conhecia cada nervo de seu corpo e enviava a cada um deles um estimulo individual, um após o outro.
Extasiada ela se abriu para ele, ofereceu-se com uma liberdade e uma urgencia de se doar que jamais sentira por nenhum outro homem.
Todos os movimentos agora lhe pareciam impossivelmente lentos, como se os dois estivessem flutuando sobre água trépida. O corpo dele tremeu e pulsou por ela, e também o coração dele acelerou ainda mais. Quando seus sentidos estavam plenos dela, de seu cheiro, seu sabor e sua textura, ele subiu sobre ela e esperou. Esperou ate que aqueles olhos, agora nublados e fixos de tanto prazer, se abrissem.
E mergulhou sobre ela. Fundo e mais fundo. Até que sua respiração começou a falhar e ele ainda conseguiu observar a pulsação latejante na maravilhosa linha de sua garganta no momento em que a viu soltar uma nova e arrebatadora onda de prazer.
Como que enfeitiçada, ela levantou a parte de trás do corpo junto com ele, e voltou a se recostar, também jnto dele, e sentiu, incrédula, uma impossivel necessidade se acumular dentro dela novamente.
Venha agora comigo... - Ela conseguia apertar-lhe os quadris, gemendo ao se sentir ser arrastada para o êxtase total uma vez mais.
Ele ja estava com ela. O mundo dele pareceu trepidar. Enterrando o rosto na profusão dos cabelos escuros dela, ele se deixou perder.